quinta-feira, 16 de maio de 2013

San Felice Circeo, Itália

E lá fui eu em busca de sol e praia, já que tinha uma reunião em Roma segunda feira.
Peguei as dicas com uma amiga italiana e parti pra San Felice, como eles chamavam lá.
A idéia era simples, do aeroporto direto pra Circeo, curte uma praia, sobe o Monte Circeo e segunda toca pra reunião.
Do aeroporto de Fiumicino peguei o Leonardo Express pra Roma Termini e de lá outro trem pra Terracina. A idéia seria pegar um ônibus de lá pra Circeo, mas era sábado e ia demorar 3h pro próximo. Paguei um táxi e fui. O trajeto todo deve levar ao menos 3h, já que o trem parou próximo a Terracina e seguimos de ônibus.
Circeo é uma praia em uma pequena vila, com hotéis na beira-mar e restaurantes no pé da areia. No canto o Monte Circeo exibe sua beleza!
Já havia baixado a trilha no Everytrail e iria no dia seguinte. Poucas pessoas falavam inglês, mas por sorte havia um filho de brasileiro morando lá, e me ajudou com algumas dúvidas. A principal era como chegar na base do Circeo, já que não eram 20 min de caminhada até ele, e não queria perder tempo em avenidas.
A resposta é: Circeo não tem táxi... Nem ônibus!! 

Trilha que baixei antes de ir!

A solução foi botar a mochila nas costas e sair cedinho caminhando e pedindo carona. Como a trilha começava do lado mais afastado do meu hotel, preferi seguir o mesmo percurso e terminar perto, já que não sabia se teria transporte de volta caso fosse pro outro lado... Melhor arriscar cedo do que tarde.
Após 25 minutos de caminhada pela principal avenida da cidade, um italiano boa alma de deu carona até a base!
A trilha começa tranquila, mas logo vira à direita e começa uma grande subidas até o primeiro pico. A subida é de terra e pedra, o que a faz ser bem cansativa. Ao longo da trilha toda existem marcações em árvores e pedras, o que permite fazer sem mapa.


Próximo ao primeiro pico a vista já recompensava muito!




Seguindo adiante, passa-se por mais dois picos, até chegar no topo do Circeo!! Ali parei para comer junto com dois ou três grupos de italianos. Eu estava me deliciando com um salame e umas torradeiras, quando um Italian ficou com pena do meu almoço e me serviu um copo de vinho e um sanduíche com uma pasta de salame sensacional! Povo gente fina!!!



De lá me falaram que não tinha mais trilha, que iriam descer.. Mas meu GPS falava que tinha até o outro lado, perto do hotel. Achei estranho e fui olhar.. A partir dali a trilha já não era demarcada, e claramente menos usada, mais fechada. Por falta de informação, não deu pra seguir de papete e bermuda.. O mato era alto e sabe-se lá se teria alguma escalada mais pra frente. Vou perguntar pro dono da track e ver se descubro alguma coisa.
De lá desci bem rápido e fiquei pedindo carona na estrada, sendo atacado por mini taturanas que infestavam o local e por alguma razão gostavam de subir no meu pé!



Um pessoal da ONU de deu carona de volta, muito simpáticos!
De lá foi só curtir a praia, comida e voltar pra reunião. Então já sabe.. Se for pra Roma e quiser praia e trilha, Circeo é um ótima! Talvez ainda melhor alugando um carro.


Minha trilha com fotos!

Um belo fim de tarde!

sábado, 2 de março de 2013

Polonia & Eslovaquia - Montanhas TATRA

A trilha que fechou 2012 foi uma inesperada surpresa!
Como alguns dias de ferias pra queimar, resolvi ir pra um lugar legal que a passagem estivesse bem barata... A RyanAir me presenteou a Polônia por meros £20... Ida e volta. Inegável.
Até então não sabia muito sobre as belezas naturais da Polônia, mas um Google depois já estava vendo que era pra lá mesmo que iria.
O destino: as Tatras (ou Tatry)



Entre a Polônia e a Eslováquia ficam essas incríveis montanhas e seus abrigos. Com trilhas extremamente organizadas, são conhecidas por historias até meio trágicas, já que alguns picos são rochosos e complicados de se subir, e no inverno a neve toma conta e pode presentear umas avalanches.
O fato é que por falta de conhecimento sobre o local, fiz uma jornada extremamente curta, mas que serviu pra ao menos dar dicas pros próximos, e alimentar a vontade de voltar.
Comecei voando pra Varsóvia e de trem pra Zakopane, a vila de entrada pras montanhas, e no final passei pela Cracovia antes de voltar pra Varsóvia e pegar o avião.

Warsaw
O primeiro dia foi intenso em relação às viagens. Chegar em Stansted, pegar o vôo pra Modlin, de lá um ônibus pra estação de trem (muito charmosa) e entao, tentando entender e aceitar a dica do ticket office, peguei o próximo trem pra Varsóvia, sem esperar pelo que ia pra estação central. De lá mais um metro, uma caminhadinha e entao a mala foi trancada no locker! Ok, resumi das 7:45 am quando dai de casa, até umas 4:30 pm, quando tranquei a mala.
A partir dai foi por conta do Pocket Guide, o melhor guia turístico que qualquer viajante sozinho pode querer! O guia é um audio guide integrado ao GPS e com mapa. Ele te indica o caminho e vai falando sobre os pontos turísticos, mandando virar aqui ou ali, e as vezes olhar o mapa. Serio, é sensacional.
Fiz metade de um dos tours, enquanto ainda era dia. Passei por predinhos charmosos e com historias peculiares, toquei a campainha pra entrar em um pátio que tem uma casinha bacana (o guia que mandou! Coitadas das empresas que ficam ouvindo o interfone tocar com turistas), segui rumo ao Gueto dos Judeus já de noite, e confesso que receoso de onde o tour me levava. Em meio a prédios dentro de uma vila estilo "Cohab", eis que surge o tal muro do queto que ainda resiste em pé! Vale a ida! É tão tranquilo que tem um ponto de informação turística ali, mas terça a noite estava fechado, escuro e pouco convidativo.
Saindo dali achei que era hora de "almojantar", e segui para um restaurante próximo, bem conceituado no TripAdvisor, e obviamente nao teve erro! Comida FANTÁSTICA!
Já no Folk Gospoda (ul. Walicow 13, 00-865) experimentei o Pierogi e a panqueca de batata, que são sensacionais! Comecei com o Pierogi de chucrute com cogumelos, achando que viriam uns dois "pasteizinhos" de dumpling, mas vieram 5, o que já valeu quase uma refeição! Como nao tinha almoçado, me senti no direito de mais! Nao.. Nada de prato principal. Se a entrada é gigante nao quis nem ver o principal! Pedi outra entrada, desta vez da panqueca, com o molho recomendado pelo garçom como tradicional: cogumelos.



A viagem segue pra Zakopane, no Sul da Polônia e fronteira com a Eslováquia. Sigo de trem noturno com uma cabine individual para dormir (altamente recomendado para evitar furtos), em uma viagem de 9 horas, partindo 1h da manha!
Nao sabia bem como ia passar o tempo até o trem, mas o Shopping ao lado permanece com o Hard Rock Cafe aberto até tarde, o que garante a distração.
A estação central de Varsóvia é ótima e bem moderna! Banheiros limpissimos (como poucos no mundo!!) por 2zl, lockers 24h para as malas e bilheteria e cafe abertos depois da meia noite.
Daqui peguei o trem noturno para Zakopane, 1:18 am, para uma viagem de 9 horas!

Nem todo mundo aguentou acordado...



O trem nao parecia grandes coisas por fora, me indicaram minha cabine no ultimo vagao, e lá encontrei minha cama, uns cabides pra pendurar a roupa, um cafe da manha, sabonete e toalha de rosto. Nada mal!
O único inconveniente era a porta da cabine que só ficava fechada se estivesse trancada, e como nao da pra trancar por fora, ir ao banheiro se tornava uma tarefa de risco. Ainda bem que nada aconteceu.

Zakopane
Chegando em Zakopane, fui direto ao Top Hostel para largar a mala e tomar um merecido banho. A localização do Hostel é ótima, no meio da rua principal e próximo à rua da estação.
De lá parti para o reconhecimento da cidade, andando até o fim da rua para baixo, experimentei o tradicional queijo de cabra defumado que vendem a cada 15 metros na rua, e tomei uma cervejinha no Cube Cafe pra planejar os próximos passos.



Cube Cafe: péssimo local. Iam me servir uma cerveja que estava no balcão, quente, e quando reclamei, me deram uma menor pelo mesmíssimo preço! Mesmo totalmente descabido, simplesmente falaram que era assim... E pra evitar mais problemas, já que duas garrafas já estavam abertas, paguei e tomei.
De lá segui para a igreja de madeira, super charmosa e seu famoso cemitério, abrigando figuras importantes para o país, depois subi para o lado oposto da cidade, me perdendo por ruelas e tirando fotos das charmosas casinhas. Comi a famosa panqueca de batata, fucei as 1000 lojinhas pra turistas e cheguei ao ponto de informações turísticas do Parque Nacional das Montanhas Tatra.

Muito simpáticos e informativos! Passagem obrigatória para escolher seu mapa, pegar informações e regras do parque e discutir todas as suas duvidas.
Munido de mapa e um plano pro dia seguinte, parei em um Cocktail Bar! Nao.. Nao é isso. São restaurantes de sobremesas, que são feitas como coktail, em copos bem apresentados e com 1000 opções. Experimentei o strudell de maçã com creme de baunilha, sensacional, e por lá fiquei lendo meu livro.
A noite jantei no Sfinxz; um restaurante estilo americano com sanduíches, pizza, drinks e cervejas. Parti pra pizza marguerita com a local Okacim!
Dormi bem, apesar de uma figura bizarra que se encontrava no quarto fazendo todo tipo de barulho e grunhidos quando dormia. Apenas mais uma vez que os earplugs me salvaram horas de sono.
Na manha seguinte acordei 8:30 e rapidamente deixei minha mala no Hostel e parti de mochilinha pra montanha.
Um rápido cafe da manha no caminho da estação, e as 9:40 estava no ônibus a caminho de Morskie Oko!
Depois de 1 hora já tinha pago a entrada do parque (4zl) e estava na carroça sendo puxado por cavalos montanha acima.



Minha idéia inicial era subir caminhando, mas um cara do Hostel que estava a 4 semanas em Zakopane me deu a dica de que a trilha era uma estrada e nao valia a pena o tempo e desgaste de subir a pé... Bela dica! O caminho é uma estrada asfaltada cercada de pinheiros altos e nenhuma vista bacana. Leva umas 3h a pé e 1h de carroça... Os 40zl valeram a pena.
Chegando em Morskie Oko a idéia era deixar peso no abrigo e seguir pra alguma caminhada, mas a emoção foi maior do que a razão e ao chegar e ver o sol brilhando nas águas verdes do lago, com aquelas montanhas enormes se estendendo ao redor, pintadas de verde de um lado, e ficando nuas de rocha do outro, nos lugares mais altos. Comecei a rodear o lago tirando fotos, e quando cheguei no outro extremo, resolvi subir para o lago seguinte.
São 20-30 minutos de subida ingrime para chegar ao outro lago, que faz parte do caminho para o Rysi (montanha mais alta dos Tatras Poloneses) e de onde pode-se ver o vale todo do Morskie Oko e o refugio na beirada.




Como já eram 2pm, nao dava tempo de completar nenhuma outra trilha e voltar pro refugio, entao me aposentei. Cheguei, fiz check-in (50,30zl em quarto pra 6), larguei o peso, comi e tomei aquela gelada (Strong é uma cerveja mais encorpada e melhor pra quem quer sair das lagers normais).
O resto do dia foi curtir o visual, tirar fotos e botar esse relato em dia.
O refugio é simples e tem um quarto MUITO aconchegante! Janelas e uma varanda de frente, de cara, pro lago. Fiquei deitado na cama só olhando até cochilar... Vida mansa!
Foi anoitecendo, esfriando, e parti pro jantar antes que a cozinha fechasse as 7pm. Comi um delicioso Pork Chop (file de porco a milanesa) com chucrute e purê de batata. Ótimo, e 21zl.
Infelizmente inglês nao é o forte dos poloneses, entao mesmo sendo simpáticos, a conversa dura pouco com eles, entao resolvi completar esse relato na cama e dormir, pois o dia seguinte seria o mais pesado.
Cada vez que acordei durante a noite fiz questão de dar uma olhada pra fora. Por 50zl esse foi o "hotel" com a melhor vista que já fiquei na vida.
A luz da lua estava iluminando tudo, e cada vez que olhava ficava mais feliz com o lugar que estava... Acho que deu pra entender que é obrigação dormir ali, certo?

O segundo dia comecou cedo, ja que dormi bem cedo tambem, e apos um banho e fechar a mala, tomei meu cafe da manha no "terraco interno" do abrigo, onde voce pode calmamente aproveitar cada gole do cafe olhando o lago e as montanhas. Interessante notar que os montanhistas poloneses as 8h ja estavam na segunda garrafa de cerveja, antes de sair pra caminhar!

Parti rumo aos 5 Lagos, por uma trilha bem demarcada de pouco mais de 3 horas. A subida eh linda, e nao pode-se esquecer de parar e olhar pra tras de tempos em tempos, para ver o Morskie Oko de diferentes angulos e alturas, ateh a despedida quando se faz o contorno da proxima montanha, onde o foco muda para um belo canyon. Um pouco mais de subida e la no topo ja se avista os lagos! Que lugar incrivel!



Fui vagarosamente andando e parando pra tirar fotos enquanto descia rumo ao proximo refugio, que provavelmente nao teria uma cama para mim. Ao chegar mais perto notei uma cena um tanto quanto surreal: um ser vestido com roupas rudimentares estilo Game of Thrones pairava sobre a agua do congelante lago, com cara pintada, e um cajado a mao. No comeco nao entendi se era um tipo de espantalho, ou um louco, mas chegando mais perto vi que era realmente uma pessoa!



Nao, nao era um louco! Era uma producao de algum filme, e a equipe estava fora de vista ateh quando cheguei bem perto, o que deu ateh um certo alivio.

O abrigo nos Five Lakes eh um pouco mais simples e menor, porem servindo comida, cerveja e calor como o anterior. Tentei negociar um cantinho, mas realmente estava lotado, entao depois de um rapido lanche, parti de volta pra o local onde os onibus de Zakopane param.
A volta fiz em ritmo acelerado, sempre descendo, e cruzei com bastante gente penando numa subida beeeeem ingreme que chega aos 5 Lagos pelo outro lado. Nao recomendaria esta rota, pra evitar essa ladeira.
Chegando de volta a estrada, desci cruzando as carrocas que levavam e traziam as pessoas, e finalmente cheguei no local dos onibus, para voltar a Zakopane e dali seguir viagem pra Krakow (Cracovia).

Nao farei um relato da Cracovia, mas a Mina de Sal, o campo de concentracao de Auchwitz e o gueto judeu sao passagens obrigatorias, e a cidade eh realmente incrivel e vale a visita.

Quem sabe neste outono nao voltarei para completar as trilhas das Tatras!
Se tiver a oportunidade, nao perca!

Em breve mais fotos!


segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Lowepro Photosport 200 AW Review

Já que trilhas e equipamentos andam lado a lado, ou um no outro, farei alguns reviews de equipamentos que se destacam pra mim. Não tenho intenção de fazer disso um foco do blog, mas sim dar dicas de coisas úteis e bem feitas, e é por isso que começo com essa mochila que rapidamente virou minha principal companheira de viagem.
Tenho uma Nikon D7000, que é uma câmera fotográfica relativamente grande e pesada (DSLR), e carregar a câmera e seus acessórios de forma confortável e prática, de forma que me permita a acessar rapidamente para tirar fotos, mas que também permita que eu carregue o resto das coisas de uma viagem, como agasalhos, óculos, capa de chuva, comida, bebida, etc.. é uma tarefa que nenhuma mala fotográfica conseguiu realizar, até a Lowepro lançar essa belezinha.
Minha solução até então era a Lowepro Inverse 200 AW que se amarra na cintura, de forma que eu podia levar uma mochila ao mesmo tempo, mas isso é pouco prático, inclusive problemático ao entrar em um avião que considera o kit 2 malas de mão...
A Lowepro Photosport 200 AW resolveu meus problemas. Sua abertura lateral para o compartimento da câmera é prático e fácil, deixando a câmera bem protegida. O resto da mochila não deixa nada a desejar de outras grandes marcas de equipamentos outdoor. Confortável, com ajustes bons, bolsos práticos, zíper da melhor qualidade, preparada pra bolsa de hidratação, suporte na cintura e bolsa lateral pra garrafa, além da capa de chuva embutida que já testei sob muita água e foi 100%.




A Lowepro não é barata, mas sem dúvida é um equipamento de primeiríssima qualidade, e esse design é realmente digno de um prêmio.
Um vídeo review que encontrei:


domingo, 15 de julho de 2012

Córsega - St Florent, Loto, Saleccia, Ille Rousse, Calvi, Giralata, Porto, Sant'Antonino

Achei um novo paraíso no mundo: Córsega ou Corse como eles dizem, ou ainda, Corsica em inglês.

Paraíso de praias, com águas azuis, transparentes, maravilhosas.

Mas também de montanhas rochosas estonteantes, se esticando da costa até as alturas, cortadas por tortuosas estradas que te levam ao mesmo tempo a belezas indescritíveis e curvas dignas de um email das "estradas mais perigosas do mundo".

Se fosse descrever em uma palavra, seria "autentica". Pela sua história, de muita luta, guerra e fuga para os "maquis", onde o povo sobreviveu, e com ele a cultura e os costumes.

Um povo que não aceitou ser dominado, brigou, apanhou, e sempre que não tinham mais como brigar pela ilha que sempre foi um ponto estratégico e objeto de desejo para romanos e tantos outros antes, subiam as montanhas praticamente intransponíveis, e se refugiavam até que pudessem expulsar os invasores.

Até hoje isso é presente. Placas escritas em Corse e Francês tem somente uma das línguas pichadas: qual?
E a bandeira que mais se ve por la?

Bandeira de Córsega

A cultura de morte, descrita no livro The Dream Hunters Of Corsica, de Dorothy Carrington, já não existe mais, mas sua herança sim, algo que ainda quero voltar e explorar mais.

A viagem começou em Bastia, a cidade do maior aeroporto da ilha, que não conheci além de atravessar em meu Peugeot alugado. Alugar carro é mais do que necessário, já que as distancias são grandes, o transporte publico pouco eficiente e os taxis uma fortuna. Decidi pelo carro quando vi o valor do taxi de Bastia a St Florrent, o primeiro destino: 70 a 90 euros pelas pesquisas. Optei pelos 220 por uma semana de carro alugado.

De carro na mão, pegamos a estrada e já na primeira montanha tive que parar... Esse inconveniente aconteceu na viagem toda! É tudo tão lindo, que a cada mirante ou vista nos víamos obrigados a sair do carro pra fotografar. :-p


Depois de 1 hora estávamos estacionados no nosso primeiro camping: D'Olzo - localização bem legal pra quem quer conhecer St Florent e ter uma calma praia pra curtir (Olzo). Alugamos um coque, que nada mais é que uma cabana de madeira com luz e tomada, e por 30/dia foi uma maravilha.

O camping tem piscina, restaurante e pizzaria (ótima pizza) e wifi gratuito rápido, coisa rara, além de um mercadinho com tudo o que você pode precisar, onde acabamos comprando de sacola térmica a esteira a colchão de ar.

Ao ler este post você pode ir olhando no mapa abaixo cada lugar que comento, e também baixar o KML para seu GPS.

View Corsica in a larger map


St Florent

A vila é charmosa e bonita, feita ao redor do pier, onde centenas de barcos exibem as bandeiras da França e de Córsega flamulantes. Em sua beira restaurantes e sorveterias artesanais se distribuem oferecendo menus "Corse" de 3 courses por 15 a 20 euros.

É de lá que partem os passeios para as praias Loto e Saleccia, por uns 16 euros ida e volta.



Loto e Saleccia

As duas fazem parte das mais belas praias da ilha, e ousaria dizer, do mundo.

O barco parte de St Florent e em menos de 1 hora esta em Loto, na costa da reserva nacional do Deserto de Agriates. A partir do pier você esta a sós com a natureza!

Apesar de popular, no começo de junho (inicio da media temporada) estava tranquilo. Chegamos e fomos diretamente a Saleccia, o que era o programa Top 1 da viagem, e onde iríamos passar duas noites, mas mudamos de idéia e acabamos ficando no D'Olzo, que oferecia conforto e comida.

Infelizmente nesse dia o tempo virou e ventava MUITO, o suficiente pra deixar Saleccia menos paradisíaca, meio fria e com uma areia incomoda voando em nós. A trilha foi linda, mas nao ficamos muito na praia e resolvemos voltar pra Loto.

Existem duas trilhas: pela costa e por dentro. Como não poderia deixar de ser, o melhor é ir por uma e voltar pela outra, caso não siga viagem adiante. Digo isso pois nos planos iríamos fazer a trilha Sentier du Littoral (link 1), ou Coastal Path (link 2), que liga St. Florent a L'Ostriconi em dois dias de caminhada, dormindo em Saleccia, no Camping U Paradisu. Fica a recomendação, e deixe um comentário caso você faça essa!

As duas praias são maravilhosas e visitas imperdiveis na região! Leve sua bolsa térmica com a cerveja, um sanduíche, e aproveite as águas azuis transparentes e areias branquinhas.





Volta


Ile Rousse

Próximo a St Florent, essa vila charmosa oferece praia e conforto, com restaurantes na beira da areia, servindo sua gelada na espreguiçadeira, fazendo com que curtir o dia todo ali seja algo facílimo! As águas são tão belas quanto ao redor de toda a ilha, e o canto esquerdo ainda guarda mais surpresas!

Ali onde se vê uma torre e um farol de longe, mora uma costa maravilhosa, onde pode-se nadar mais isoladamente em uma paisagem estonteante! Subir até o farol é obrigação (e é rapidinho), e a vista também é maravilhosa. No caminho, vale passear pelas pequenas ruas forradas com lojistas e restaurantes, e ver os locais jogando bocha na praça.


Lozari


A proxima parada foi o Camping Le Belgodere, diferente de todos que ja me hospedei. Ao inves de usar a barraca, alugamos o que eles tem espalhado por todo o terreno, que sao tendas de lona emborrachada, grandes, com quartos, geladeira, fogao e varanda com mesa. Um grande conforto pelos mesmos €30,00/dia. Realmente vale a pena ficar nesse camping!
O camping fica proximo a praia de Lozari, que eh bem bonita, apesar de nao ser a mais linda de todas. Estava ventando muito quando fomos, entao a dica nessas situacoes eh ir para o canto, onde existe o abrigo natural da montanha, e fica muito mais confortavel.


Porto (Giralata, D81b, U Nichjaretu)


Da nossa nova base (Belgodere), partimos para uma viagem rumo a Giralata, que sabiamos ser um lugar maravilhoso. A distancia nem eh tao grande (menos de 100km), mas as tortuosas curvas em ladeira acima e abaixo das estradas da regiao, com as constantes paradas para fotos e para admirar as paisagens incriveis, nos fazia ter uma velocidade media de 40km/h.
Chegando em Giralata percebemos que faltou um pouco mais de pesquisa. Para se chegar a praia, soh a pe ou de barco. A primeira forma eh por uma trilha de 7km ladeira abaixo de um barzinho na estrada, e a segunda por Porto, que foi pra onde seguimos viagem.


Porto eh realmente uma vila muito charmosa! (e meio cara)
Super pequena, tem uma praia que nao eh bem pra banho, barcos e mais barcos, e muitos restaurantes. Ali eh possivel alugar um bote e ir passear pela regiao de Giralata e Scandola, que eh uma reserva natural, e para isso nem habilitacao eh necessaria! O bote com motor pequeno pode ser alugado por qualquer um.
Na volta de Porto resolvemos pegar a estrada D81b a partir da regiao de Galeria, e fomos pela costa ateh Calvi. Nao podiamos ter feito escolha melhor!!!

Caminho da D81b com fotos!

A estrada nos fez para para tirar fotos e saborear a vista diveeeeersas vezes. Um lugar mais bonito que o outro, ateh que achamos o ideal para parar e curtir uma praia deserta: U Nichjaretu.




Esse eh o nome do restaurante, a unica coisa presente na praia de pedras, que acredito tambem ser o nome da praia. Nao tem numero, nao aparece no Google Maps, mas eh a coisa mais linda! Ali ficamos um bom tempo curtindo a agua verde, as montanhas rochosas e depois saboreando um belo sorvete no restaurante.
A descricao pode fazer pensar em um restaurante rustico... nao. Eh um belo restaurante, com uma vista incrivel! Se estiver em Calvi, vale a pena ir pra la.

Calvi


Calvi eh uma cidade mais viva e noturna do que as outras que visitamos. Comecamos pelo alto, na Notre-Dame de la Serra, igreja no alto da montanha que tem uma vista espetacular de Calvi e da região.



De la partimos para Calvi e vimos o por do sol de dentro dos muros medievais.
Diz a lenda que Cristóvão Colombo nasceu ali.
Depois de anoitecer andamos pela rua dos restaurantes na beira-mar, com varias opções de bares e boites, e comemos uma bela pizza antes de voltarmos para o Belgodere.



Sant'Antonino


Nosso ultimo dia foi dedica a uma pequena vila, Sant'Antonino. Diz a lenda que eh uma das mais preservadas vilas de Córsega, e eh muito legal conhece-la. Super pequena, instalada no "meio do nada", em cima de pedras no topo de uma montanha, mostra um pouco de como as coisas eram em Corsega ha tempos atras. As casas construídas em meio as rochas, como se elas fizessem parte das paredes, as ruelas tortuosas e circulares que levam a cada curva uma vista mais bonita da região.
Almoçamos no restaurante "A Porta" ( 04.95.55.64.37 ) onde apreciamos o menu Corse saborosíssimo, com uma vista sensacional.
A dica eh pesquisar bem qual o caminho para chegar la de carro. O GPS nos levou a uma estrada instransponivel em carro pequeno, e acabamos caminhando ate la, o que foi agradavel, mas depois vimos que tinha outro caminho.
Logo na chegada, vale a pena tomar um suco natural para recompor as energias e comecar o tour.




A partida


No ultimo dia partimos de volta a Bastia para ir embora. Uma viagem maravilhosa chegando ao fim... mas, antes de terminar, ainda cruzamos essa incrivel cidade em miniatura feita por algum artista que ali morava.



Uma semana foi pouco tempo! Conhecemos rapidamente o norte da ilha, mas nem ele por completo, e ainda tem MUITO mais pra ver ao redor da ilha toda. Nao sei porque Corsega nao eh um destino famosissimo de turismo. Os franceses adoram e vao sempre, os italianos tambem conhecem e aparecem por la, mas o resto...
Bom, eu quero voltar e passar mais 15 dias continuando de Porto pra baixo, conhecendo todo o litoral Sul, que tambem eh incrivel.

Todas as fotos abaixo e tambem na nova pagina no Facebook!

domingo, 22 de abril de 2012

Cornwall - Padstow- Penzance - St Ives

Nesta Páscoa conheci a famosa Cornoalha! O nome em português não soa tão bem, então prefiro Cornwall.
Lugar de culinária tradicional, muito orgulhosos de todos os produtos locais, sempre colocam "Cornish" no nome. Cornish Pasty, Cornish ale, Cornish Ice Cream, Cornish Free Range Eggs, e por aí vai...
Lugar de belíssimas praias, montanhas, rochas e mar esverdeado!
Lugar de camper vans, trailers e barracas.

A pontinha do sudoeste do reino unido, bem denominada Lands End, vale a visita de qualquer um que passa pela Inglaterra, e quanto mais tempo tiver, mais vai conhecer, porque tem muitas vilas e cidadezinhas charmosas pra todo o lado, com atracões locais, castelos, galerias, jardins e restaurantes.

Minha jornada foi rápida: sexta 12:00 chegamos em Padstow, partimos sábado de manha pra Treen, onde aproveitamos o dia, e domingo conhecemos o caminho que liga Treen a Marazion, passando por Lamorna, Mousehole, Newlyn e Penzance, seguindo para St Ives a tarde.

A trip foi feita de Spaceship! Essa camper van é a versão moderna da Kombi hippie dos anos 70 e ainda muito usada em UK. Da uma olhada no carro. (£55/dia - min 5 dias)



Em Padstow ficamos no camping Padstow Touring Park, um 4 estrelas digno do ranking (£22/dia no pitch "deluxe"). Super arrumado, com banheiros impecáveis e um belo banho quente. A vantagem dele é a localização, já que é super perto da cidade e pode-se ir a pé conhecer.



Foi o que fizemos! Conhecida pelos restaurantes do renomado chef Rick Stein, a cidade é super charmosa e cheia de bons lugares pra comer e beber! Fomos no Stein's Fish & Chips, provar o que é considerado possivelmente o melhor de UK. Por enquanto posso confirmar o título! Com varias opções de peixes e formas de fazê-los, é mesmo uma delicia! A lula também merece uma menção honrosa!
Seguindo pela beira-mar, chega-se a ponta de Padstow, com uma vista linda da cidade e do braço de mar até o oceano aberto.



No segundo dia fomos para o novo camping: Treen Farm Campsite (£12/dia o casal com Van). Esse camping tem uma vista sensacional!

Próximo à Pednvounder Beach, uma paradisíaca praia de água verde cercada por rochedos, o forte desse camping é exatamente a praia e a vista incrível do mar. Além disso, o simples local oferece a higiene e limpeza que se precisa nos banheiros e chuveiros. O banho é pago (£0.30) mas estavam dando de graça, o porém é que a moeda vale 5 minutos, e caso queira um banho maior, precisa abrir a porta pra colocar outra moeda, algo inconveniente se tiver gente esperando pro banho, nos 4 boxes unissex.



O pub local é FANTÁSTICO. Passamos duas noites bem agradáveis com boas cervejas, Pasty e uma dica, o Chocolate Sponge Pudding com Hot Custard! Que bela sobremesa.



De Treen fomos pelas vilas que margeiam o litoral, até o castelos St Michael. As vilas são super charmosas e vale o passeio! Destaque para o pub de Lamorna (que nao entrei, mas é lindo), e a vila Mousehole.



O castelo de St Michael é uma grande atracão da região, e vale a visita, mesmo que opte por não subir até ele, como fizemos. A vila abaixo do castelo, dentro da ilha, tem um ótimo café que merece uma parada pra comer algum quitute tradicional apreciando a bela vista do mar e de Marazion.

St Ives também é muito legal. Com mais cara de cidade pra se morar, tem um belo monte na pontinha do mar, de onde se vê tudo! Ali na prainha do lado do monte tem um barzinho meio tosco, mas com uma boa Cornish Ale pra fazer um pit stop!



Resumindo, tem muito pra ver e 3 dias não dá nem pra começar... Vai lá!
Abaixo o MAPA das localidades, e as fotos.

 

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sexta-feira, 13 de abril de 2012

Trips SEM Tracks

Tenho organizado algumas viagens pelo Google Maps, e acho que guardar esse tipo de informação só pra min é desperdício! Então sou obrigado a começar a ter posts de trips sem tracks, mas com mapa, afinal, o importante da track é repetir a trip e o mapa pode resolver isso em cidades!

Vamos ver no que da!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Box Hill - UK

A trilha da vez foi em Box Hill! Perto de Londres, chega-se em menos de 1 hora de trem, e é uma ótima day-trip.

Box Hill é uma montanha que tem um forte, área da National Trust, uma bela ONG que compra lugares históricos e belos, e os protege, abrindo para visitação.
O forte em si é o de menos... Nao passa de um bunker fechado que nao oferece nada pra ver, mas a trilha é bem bonita!

Seguimos a trilha indicada no livro Rough Guides, que traça o caminho passando por um morro, antes de se chegar a Box Hill propriamente dito.
Logo no começo passa-se por uma bela e antiga igreja, um pub incrível, e então começa a subida.

 


A primeira parte é em meio a uma woodland, arvores de media estatura, meio peladinhas pelo inverno, e cheio de trilhas se cruzando.
Uma vez que se cruza essa mata, começa a descida, bem íngreme, por escada natural. A dica é subir por onde fomos, ao invés de subir pelo lado oposto, já que ali é mais pesado.

Depois da descida chega-se em un estacionamento de onde a trilha continua para, aí sim, subir para Box Hill.
Nessa parte tem uma subida paralela, que da num morro entre os dois, muito bonito! Se estiver no pique, vale a vista!



Então sobe-se para Box Hill, onde começa a ficar mais populoso, com famílias e crianças brincando na mata, quanto mais se aproxima da área da National Trust.

No caminho passa-se ainda por uma espécie de torre, e finalmente o forte, antes da descida.



Ao descer, um caminho de pedras cruza o rio, de onde pode-se seguir para o "Pub da Vitoria"!

Depois o calor do trem embala o sono de volta a Londres!

Track com fotos aqui.