Mostrando postagens com marcador scotland. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador scotland. Mostrar todas as postagens

domingo, 20 de outubro de 2013

Speyside Way - Subindo o Rio Spey na Escocia


Neste outono a grande trilha da vez foi na maravilhosa Escocia! E digo isso porque realmente esse pais eh um paraiso para quem gosta de trilhas. Eles nao soh tem muitas, mas sao bem feitas, as vilas onde se para sao incriveis, e tudo eh muito bem organizado.

A Speyside Way eh uma trilha que segue o Rio Spey, o mais rapido de UK, e um dos mais limpos! A trilha eh toda auto-guiada, entao mesmo sem GPS ou mapa eh possivel ser feita, mas claro que em 7 dias e 136km fica facil perder um postinho da trilha e acabar errando, coisa que o GPS conserta facilmente.



A trilha pode ser feita de algumas formas diferentes:
- Descendo o rio, de Aviemore a Buckie
- Subindo o rio, na direcao oposta
- Incluindo o "spur" ou "alongamento" ateh Tomintoul ou nao.
- Caminhando de Grantown a Aviemore, ou fazendo uma parada extra em Boat o Garten, deixando os ultimos 10km pro dia seguinte.

A trilha que fizemos foi subindo o rio, de Buckie a Aviemore, em 7 dias de caminhada incluindo o spur para Tomintoul (8 noites), parando em Boat o Garten - e recomendo que facam o mesmo.

A maior parte do caminho eh plana, com dois dias de mais sobe e desce.



Dia 1: de Londres a Buckie

O dia começou cedo,  voando de Luton as 7h para Aberdeen. Depois de duas horas pra dar uma rápida visitada no belo centro da cidade e comprar os últimos detalhes, pegamos um trem em direção a Inverness, saindo em Keith.
Ao chegar lá iríamos pegar um ônibus, mas duas semanas antes ele deixou de fazer a rota para Buckie, então a única opção foi o táxi por £22 com um simpático velhinho de forte sotaque escocês, que veio nos contado sobre a trilha, uísque e linhas de trem antigas.
Buckie é uma vila muito charmosa, calma, cheia de igrejas de todos os tipos, e pouco o que fazer, além de passear pela costa e experimentar uma boa refeição no Hotel Highlander. O único pub legal que encontramos também foi lá, então vale a passagem.
Nosso B&B (Rosemount) também recomendou o café Emma's, com vista para o mar,  e outro que estava fechado.
Depois de pouco dormir e muito viajar, dormimos bem para acordarmos em tempo de tomar um full Scottish breakfast cheio de energia para a caminhada.





Dia 2:  Buckie a Fochabers

O primeiro dia de caminhada mesmo começou bem! Depois de um belíssimo full Scottish breakfast, com ovos, salsicha, bacon, frutas e etc, deixamos as malas na recepção, de onde seriam levadas ao próximo B&B, e partimos pela costa, rumo a Spey Bay, onde o Rio Spey desagua no mar (Moray Firth).
A caminhada é plana e fácil, e apesar de estar ventando bastante, a temperatura estava ótima e o sol aparecia ora dar uma esquentadinha.
A primeira parada foi em Spey Bay, no Dolphin Centre, onde tem um café e uma lojista, além de um tal de laboratório subterrâneo frio que estava fechado e não esperamos o tour. Ao redor o Rio desagua no mar, em um local de onde se avista golfinhos (com sorte). É possível emprestar binóculos de graça pra tentar achar um.
Ali sentamos na beira do mar para um almoço.
Continuando o caminho, passa-se q andar na beira do belo rio, e vale dar um pulinho na margem para uma pausa e descanso.. Na GPS track você vai ver um cotovelo com uma parada na beira do rio, onde dei uma parada.
Fochabers é uma vila charmosa, com uma bela praça principal, e um povo mais do que simpático. É notável como o escocês é extremamente aberto a uma conversa e têm simpatia de sobra!
Ao chegarmos em nosso hotel, The Grant Arms, fomos recebidos como reis! Depois de deixarmos nossas malas e irmos ao excelente bar, ganhamos um Macallan 40 Anos de boas vindas.. Enquanto degustavamos a iguaria, fomos falando com um, outro, mais um escocês do bar, é nos divertimos muito com eles! Até cachorro tinha por lá! Depois de ganharmos mais um drink, depois de umas cervejas, foi hora de partir pro jantar e cama!





Dia 3: Fochabers a Craigellachie

O terceiro dia foi um pouco mais puxado. Depois de outro excelente full Scottish breakfast, partimos para 21km até Craigellachie. A trilha tinha outro visual e passamos em meio a florestas de Pinheiros, pastos, mansões e tivemos uma vista linda do Rio Spey até o mar, de cima de um morro. Marquei na track o local para se parar e almoçar.. A vista de linda.
Ao chegar em Craigellachie, fomos ao Speybank B&B: fantástico.
Super aconchegante, com uma bela cama, sala de TV ótima.. Show de bola!
De lá partimos para o Highlander Inn, que é um dos 51 bares do mundo que são Gold em um negócio de uísque. Resumindo, um vasto menu de uísque escocês e japonês (sim, a maior coleção de uísque japonês da Europa, ou algo assim) e um bom Rango. Comi meu primeiro tradicional Haggis Neep's and Tatties da viagem. Muito bom!
Experimentei também uma IPA local de primeiríssima linha!



Dia 4: Craigellachie a Ballindalloch

Depois de uma confortável noite e um delicioso café da manhã com ciabata de bacon e brie, hora de partir para a primeira destilaria: Aberlour, depois de uns 45 minutos de caminhada. (permita 1h pra ir com calma)

ABERLOUR
Destilaria da Pernod Richard, grande (mas não muito), em uma vila linda, vale a visita. Um tour super completo e divertido, com degustação de 6 doses no final. Super educativo, nos deixando experimentar o wash (suco do malte fermentado) e na degustação a Spirit, o álcool produto da segunda destilação (o heart, não o head ou tail), que tem graduação alcoólica próxima a 70%, mas que já carrega características da destilaria. Além disso experimentamos um puro bourbon Cask, um Sherry Cask e o 12, 16 e Abunah.
Os dois single Cask você pode comprar, engarrafar, lacrar, aplicar o rótulo e registrar a compra lá mesmo!
Em Aberlour vale comprar o almoço em um empório super antigo que tem lá. Coisa linda e com ótimas opções... Lá também compramos o vinho do jantar, já que ficaríamos na Cragganmore House, que não vende bebida alcoólica.
A caminhada foi fantástica. Na beira do rio, com belas pontes, gramados, casas e vilas! Uma parte especial que começa a aparecer são as antigas estações de trem, que são charmosas e reconstruidas, como a Tamdhu, que também é uma destilaria que não visitamos, e Blackboat.
Depois de um longo dia chegamos em Ballindalloch (outra estação) e de lá fomos à Cragganmore House, antiga casa John Smith, fundador da Cragganmore Distillery, e colada a ela.
Esse B&B merece menção honrosa por ser o melhor da viagem! Uma casa de filme, extremamente aconchegante, super antiga e tradicional. Uma viagem no tempo. Mas como se não bastasse, é também de um famoso chef da região, portanto a refeição ali é sensacional.







Dia 5: De Ballindalloch / Cragganmore a Tomintoul (Spur) 

O quanto dia foi um dos Spurs (extensão) da Speyside Way. O trecho vai de Ballindalloch a Tomintoul, passa na parte mais alta da trilha e é bem longo. Pra completar, o tempo que nos abençoava com sol e calor virou por completo e o caos se instaurou.
Como não somos de desistir, pegamos nossos impermeáveis, demos tchau pra nossa querida hostess e partimos! Claro que precisávamos de uma força, então a primeira coisa depois do café da manhã foi a Cragganmore Distillery

CRAGGANMORE DISTILLERY
A Cragganmore é imperdivel. Um ótimo complemento à Aberlour, já que é menor e mais íntima. Fizemos um  tour exclusivo as 10am, com uma guia muito simpática, e aprendemos tudo que não aprendemos na Aberlour. A degustação de 3 uísques foi ótima, e o Distillers Edition foi meu favorito. Provamos também o 12 e o 21.
De lá partimos em direção à Glenlivet, metade do caminho, onde iríamos almoçar.
A caminhada começou tranquila com um chuvinha leve, mas ao subirmos a montanha a história mudou... O pior dia de tempo coincidiu com o dia mais "aberto" e desprotegido da viagem, e a chuva passou a ser de mini granizos e os ventos de até 70km/h. Claro que a essa altura minha calça deixou de ser impermeável e passei a andar congelando e pisando em uma piscina de água. A sensação térmica próxima a zero grau passou a drenar toda a energia e nos vimos praticamente correndo para sair daquela situação.
Os 12km até Glenlivet foram dolorosos. Chegamos ensopados, casados e congelados, e ali almoçamos e nos recompomos, terminando com um tour e  um táxi para Tomintoul por £30.


GLENLIVET DISTILLERY
Também da Pernod Richard, a Glenlivet é um gigante moderno. Bem maior e totalmente automatizada, também faz o tour parecer assim. Eles tem tanta gente visitando que têm tour de 20 em 20 minutos, e o guia parecia em piloto automático...
Interessante a comparação com uma Cragganmore, e sempre bom provar um 12, um Nadurra 16 e um 18.
Mal conhecemos Tomintoul, mas fomos a um pub simples e bem legal e de lá cama.
Ficamos em um B&B bem simples chamado Argyle e fomos muito bem recebidos pela dona que foi muito simpática! O quarto não era lá essas coisas, mas o café da manhã era esplêndido.

Dia 6: Tomintoul a Ballindalloch de táxi e Ballindalloch a Grantown on Spey 

Depois de um dia ensopados foi dia de uma longa caminhada com períodos de chuvinha. Foi lindo. Essa caminhada passa por uma variedade enorme de lugares e cenários. O tempo também passou por isso.. Tivemos de chuvinha a sol, passando por chuva com sol e arco íris completo.
Depois de pastos, sobe e desce de morros, floresta de Pinheiros e muitas vistas incríveis, continuamos andando.. Mais e mais. Neste dia os guias estão errados e a distância é maior do que falam.. Terminamos o dia com mais de 26km andados, e meu joelho que tinha começado a doer na noite pós tempestade não aguentou bem o dia e depois de tomar um banho e esfriar eu fiquei manco e com muita dor neles.
Depois de jantar no imperdível Craig Bar com suas pies caseiras incríveis, suas cervejas e whisky locais e o maluco gente boníssima do dono que interage com tudo e todos, tomei Ibuprofeno pra ver se meu joelho reagiria e demos o dia por encerrado.
O B&B da vez foi o Kinross. Fomos mais bem tratados do que em qualquer outro. Nosso quarto teve um upgrade, a dona super atenciosa lavou e secou nossas calças e botas, e o quarto era perfeito!





Dia 7: Grantown on Spey a Boat o Garten 

Amanheci, ao contrário das expectativas, com o joelho bem melhor ao invés de pior. O problema é que ainda doía e o dia era de uma longa caminhada... Com medo de ter algum problema maior, resolvemos encurtar um pouco o trecho. A primeira parte da trilha acompanha a estrada, então optamos pelo ônibus até o ponto em que a trilha parte para o meio de uma reserva ambiental e o ônibus iria por fora.
Valeu a pena! O dia estava lindo outra vez e a caminhada foi ótima!
O ponto alto foi o Loch Garten, que é um lago bem grande no meio da mata, totalmente preservado, calmo e vazio. Demais!
De lá fomos a Boat, que é bem legal - a cidade começa com um bar chique pronto pra servir aquela cerveja local, e ali mesmo fica a estação de trem da Strathspey Steam Railway. Uma Maria Fumaça que ainda faz o trajeto de lá até Aviemore.
Nosso B&B foi o Moorfield que era super gostoso! O bônus foi para a sala de estar deles que tinha umas belas poltronas, como sempre, mas com serviço de bar até as 11pm. Ficamos ali lendo e provando um dram de Bowmore 15, eleito o melhor peaty malt da viagem.





Dia 8: Boat o Garten a Aviemore 

O último dia era de uma curta caminhada.. Por volta de 10km.
Acordamos mais tarde que o normal, tomamos nosso café e partimos pra estação de trem, onde pudemos ver a Maria Fumaça chegar a partir!
De lá seguimos para Aviemore em uma trilha bem família, com bicicletas e pessoas passando por lá o tempo todo.
Mais uma bela caminhada com florestas super charmosas.. Coisa de filme.
Chegamos em Aviemore na hora do almoço e paramos para um aperitivo no Winking Owl, que tem boas cervejas!
De lá deixamos as coisas no hotel e dispensamos os trajes de caminhada. Era o fim da Speyside Way!
Aviemore é uma vila / resort de ski. Tem uma atmosfera totalmente diferente das outras vilas. Ficamos num dos 4 hotéis do resort da Macdonald, e era meio ruim. Chegamos a dar um relax na piscina e fazer uma sauna, o que foi um belo encerramento da caminhada, mas sair do resort é a melhor opção.
Fomos no Old Bridge Inn, que é um pub mega animado com música ao vivo e DJ tocando uma boa seleção, onde degustamos algumas cervejas artesanais locais.
De lá ainda paramos no Caingorm Hotel para um último dram antes de nos despedirmos da Speyside Way.



Dia 9: Aviemore a Londres
Fim de jogo. Tomamos um café da manhã sem o charme dos dias anteriores.. Só aquele buffet enorme de resort meia boca, pegamos um Megabus em direção a Edinburgh, de onde pegamos o trem pra Londres.

As distancias oficiais que nos passaram eram as abaixo, mas pelo GPS vimos que eles subestimam a maioria!


Minha track esta no EveryTrail, mas usei a deste link como base pra eu ir - nao tem waypoints, mas eh mais limpa do que a minha, apesar de em alguns lugares ser diferente da trilha marcada.
Utilizei a empresa AbsoluteEscapes para reservar os B&Bs e carregamento da mala entre as cidades. O servico foi otimo!


Mapas: levei um guia e um mapa da trilha tambem, que sao muito bons:
Guia: tem o mapa completo em escala menor, mas descreve muito bem cada dia de caminhada, com dicas de pontos para se desviar um pouco do caminho para conhecer coisas interessantes.
Mapa: o mapa completinho da trilha, dividido por dia, em maior escala.

Todas as fotos na pagina do Facebook!

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Sgor na h-Ulaidh - Glencoe, Highlands of Scotland

Minha segunda trilha em UK foi pras Highlands of Scotland, um lugar que ja tinha ouvido falar e lido a respeito, e era algo tao improvavel em minhas viagens, que nunca imaginei que em tao breve estaria la.
A fama eh merecida! Que lugar maravilhoso!

Se vier a Europa e estiver pensando em fazer umas trilhas, considere seriamente as Highlands!
Pra chegar lá voei para Glasgow e peguei um ônibus para Glencoe. A região tem muitos, mas muitos lugares pra ir, entao essa é somente uma das tantas opções. Escolhi esse lugar pois ouvi falar bem e vi que poderia fazer trilhas sem precisar me locomover de carro.

A viagem de ônibus já foi linda! A paisagem vai mudando, e entao começam a aparecer algumas montanhas maiores e quando você percebe as grandes ladeiras já estão ao lado da estrada. A formação das montanhas nao parece nada que já vi antes, com enormes encostas lisas, de vegetação rasteira, que vão ate o topo dessas gigantes.


Chegando em Glencoe nao sabia onde ficar, já que ficaria a partir de domingo no Glencoe Independent Hostel, mas para o sábado nao consegui vaga nenhuma via internet em nenhum lugar. Comecei a andar pela charmosa via principal da vila, parando em todos os Bed & Breakfast, até que encontrei um que, apesar de só ter quarto de casal, tinha um disponível. Paguei os £45 feliz, mesmo com a dona Ann insistindo que era muito caro pra somente 1 pessoa.
Que lugar gostoso! Tulachgorm e o nome dele.

 Entrada da vila pela estrada paralela



No primeiro dia fiz um reconhecimento da vila, e caminhei ate o unico pub, chamado Clachaig Inn. Um pub simples, aquecido, com uma boa variedade de boas ales, e mais de 200 rotulos de uisque. A caminhada leva ao redor de 40 minutos, que fiz na chuva leve.
Experimentei o tradicional Haggis and Tatties! O tradicional prato feito de coisas que voce nao tem porque querer saber, eh uma delicia! Pra resumir de forma simples (que nao reflete o devido valor), eh tipo uma bela carne moida com batata, mas saborosissimo, e bem melhor do que carne moida com batata.
Estomago satisfeito era hora de voltar para o B&B. Fiz a caminhada de volta, e ja com sono por causa do voo da madrugada e as poucas horas dormidas no dia anterior, fiz apenas umas compras de lanche de trilha, chequei a previsao do tempo detalhada das montanhas e fui dormir.

Acertei o cafe da manha para as 7h00, que a Ann fez com maestria! Salsichas, bacon, suco, cereal e tudo o que tinha direito! Era hora de partir pro Hostel, que fica a 15 minutos de caminhada do Pub, o que significa uma bela caminhada com mochilao nas costas. Por sorte o marido da Ann me deu carona, e preservou uma importante energia que precisaria para a trilha que estava prestes a fazer.

O Glencoe Independent Hostel eh simples e bom. Como era um domingo, todos estavam de saida, e pude ficar com um quarto soh pra mim, o que foi um luxo. Todos os quartos e ambientes do Hostel tem tranca com codigo, o que garante uma boa seguranca para deixar as coisas no quarto, apesar de nao ter locker. No horario que cheguei os donos nao estavam acordados, entao deixei minha mala abandonada na recepcao, com um bilhete sobre minha reserva, e parti pra trilha!

Em tese a trilha comecava bem perto do Hostel, no entanto, uma ponte que atravessa o rio ali do lado estava em manutencao, e fechada! Nada legal. Isso me custou mais 5km de caminhada para sair da estrada paralela, voltar pela estrada principal, e chegar do outro lado do rio! Cogitei arriscar uma travessia mais valente pelas pedras do rio, mas estava chovendo e escorregadio, e logo na primeira investida quase cai no chao, antes de chegar na margem, e desisti, afinal ainda estava 100% de energia pra caminhar.

Contornado o rio, comecei a verdadeira trilha Sgor na h-Ulaidh.

Uma pausa aqui para homenagear a organizacao desta regiao com relacao as trilhas!
O site http://www.walkhighlands.co.uk/ eh uma grande biblioteca de todas as trilhas da regiao, e foi meu ponto de partida para decidir a regiao que ia e a trilha que fiz.
As informacoes que eles deram da trilha, ja dizem muito sobre ela:



Comecei a caminhada sozinho, mas enquanto parei para trocar as pilhas do GPS, um grupo de umas 20 pessoas me passou. Achei bom, ja que trilha sozinho nao eh a melhor das ideias.
Segui proximo ao grupo ate o pe da montanha, apos uma prazerosa caminhada ao lado do rio, e naquele ponto comeca uma pesada subida de uns 700m.
Demorei muito pra subir tudo, e achei bem pesadinha! Fiquei pra tras do grupo, o que mostra meu fraco preparo fisico pra subidas deste porte.
Eventualmente cheguei la em cima, e pra minha tristeza a visibilidade era de uns 15 metros. Literalmente no meio das nuvens, e sem uma trilha marcada para seguir, estava andando "as cegas", seguindo apenas o GPS. Apos uma breve caminhada decidi voltar, ja que nao tinha vista, estava correndo o risco de me perder e nao tinha absolutamente ninguem na montanha.


Valeu o esporte, a conquista do cume, e conhecer esse belo lugar! Espero voltar com tempo melhor!